quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Resultado Ironman 70.3


O dia começou nublado na praia da Armação em Penha/SC. E as águas estavam marcando 16°, o que indicaria que seria uma natação fria. E realmente foi, quando cai na água veio o choque no rosto e em seguida uma porrada na cabeça fazendo com que todo o frio fosse embora e eu me concentrasse em uma só coisa, nadar o quanto mais rápido para sair do bloco de atletas e evitar assim choque com outros competidores, e foi assim a natação inteira. Porém quando fiquei de pé na areia para fazer a transição pude escutar a boa notícia, que eu era a 3ª mulher a sair da água. 

Parti então para o ciclismo, já sabia que seria a modalidade mais tensa do dia, pelo número de atletas no percurso, por ter a certeza que iria rolar diversos pelotões, e por saber que todas as atletas da elite eram ótimas ciclistas. E não foi diferente, começaram a passar os blocos de ciclistas por mim, cada bloco que passava por mim, vinha uma atleta feminina escondida no meio dele. Quando vi já estava em 8ª sem mais muita coisa pra fazer, as primeiras colocadas já estavam absurdamente na frente, sendo levadas pelos imensos pelotões de homens. Mas mesmo assim tentei fazer minha prova, utilizando do ritmo de outros atletas para tentar melhorar o meu, porém em nenhum momento precisei colar na roda e me beneficiar do vácuo de outros atletas. Assim terminei o ciclismo para 2h38'. Ainda estava atrás da minha melhor marca em provas de meio ironman.

Chegou então a corrida, pensei comigo "acho que vou conseguir fazer uma boa corrida", afinal era uma das modalidades que mais tinha me dado segurança nos treinos. Infelizmente não aconteceu isso, sai pra corrida com muitas dores musculares, e ainda cãibras na coxa esquerda. Meu pé direito latejava de dor, e a coxa esquerda estava o tempo todo no limite da cãibra, ou seja, não podia mais aumentar meu ritmo. Bem eu me sentia, porém minhas pernas não correspondiam o que a cabeça queria. Acho que foram os 21 quilômetros mais longos da minha vida.


Mais enfim cheguei, concluí a prova pra 4h52', fiquei contente pois foi meu melhor tempo nesse percurso da Penha. E triste pois ficou um gostinho de quero mais, de que eu podia mais, de que eu estava preparada para mais...mais, mais, mais, mas o mais não veio, e naquele momento foi o que pude fazer.



Fiquei então entre as 10, ou seja, 8ª Colocada Profissional que não foi tão ruim assim.

Agora estou me recuperando de uma lesão no pé direito, que ainda não sei o que é. Terminei a prova com o pé muito inchado e roxo, fui bater uma chapa com medo de ser fratura, mas não foi, Graças a Deus. Quando a dor passar volto aos meus treinos normais e com foco nas próximas competições.


Cada prova uma experiência nova, quando adquirir todas as experiências necessárias provavelmente a prova sairá redonda.

Agradecimentos: Secretaria da Cultura, Turismo e Esporte / Hammer Nutrition / 3T / Shopmasp / Academia CPH / Univali / Demarchi Biciclette / Mormaii. E também aos amigos e familiares que estiveram presente na torcida por mim. 






terça-feira, 23 de agosto de 2011

Notícias do site WebRun


Alessandra Carvalho espera pegar pódio no Ironman 70.3 Brasil


Por Mariana Araujo | 19/08/2011 - Atualizada às 16:10


Alessandra espera ficar entre as top 5
Alessandra espera ficar entre as top 5
Foto: Caetano Barreira/www.webrun.com.br
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Alessandra Rocio de Carvalho, que é triatleta há mais de dez anos, está preparada para mais uma edição do Ironman 70.3 Brasil, que será na cidade de Penha (SC). A competição acontece no dia 27 de agosto e terá a largada às 9h30 para o percurso de 1,9 quilômetro de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida.

Preparação- A triatleta iniciou seus treinos logo após de descansar de sua participação no Ironman Brasil 2011, em maio, onde ficou em décimo lugar da categoria elite feminina. “Como moro em Santa Catarina e perto da Penha (SC), aproveitei para fazer alguns treinos no próprio percurso da prova”, explica Alessandra.

Além de participar do Ironman, Alessandra competiu no Contra-Relógio Profissional do GP Winter, no final de julho. A competição não era seu foco principal, mas ainda assim, a atleta conquistou o quinto lugar na prova. “Entrei na prova querendo um bom resultado, mas não estava muito esperançosa, já que estava treinando pouco na época e estava totalmente sem velocidade. Acabei me surpreendendo com o resultado. Competi o GP Winter como treinamento, mas o Ironman 70.3 é minha prova alvo”, fala a atleta que ganhou velocidade e encaixou os treinos após o GP Winter.



A atleta quer ganhar posições na corrida, que é seu forte
A atleta quer ganhar posições na corrida, que é seu forte
Foto: David Santos Jr./www.webrun.com.br
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Sua estratégia será nadar o melhor possível para sair na frente e tentar ganhar posições na corrida, que é seu forte. “Minha expectativa é subir no pódio e ficar entre as cinco primeiras. Espero que eu consiga. Eu fiquei no top 5 em 2008 e espero, se possível, melhorar este resultado”, comenta.

Especulação- A atleta ainda comentou que, dependendo de seu resultado no Ironman 70.3 Brasil, irá fazer alguma etapa do evento no exterior. “Dependendo do resultado, talvez eu faça o Ironman 70.3 de Cancun (México), que é em setembro. Além disso, talvez escolha outra etapa no final do ano”, diz a triatleta que não tem certeza se irá fazer provas fora do Brasil porque irá se formar na faculdade de Educação Física no final do ano.

Alessandra também criticou o novo ranking em que os atletas da elite devem somar pontos para tentar a classificação no Mundial de Ironman 70.3 2012, que será em Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos. “Com certeza a elite saiu prejudicada, porque agora largam menos atletas (30 mulheres e 50 homens). Beneficiou só aqueles que têm condições de fazer provas no exterior. Antes, se você tivesse uma boa colocação se classificava para o Mundial e agora o atleta tem que fazer muito mais provas e viagens, o que aumenta o gasto”, finaliza.